MINHA PALAVRA É ESCRITA, CANTADA,FALADA,DESENHADA,MOVIDA E DAÍ NASCE MINHA ARTE.

JÔ MENDONÇA ALCOFORADO

POESIAS E CONTOS DA DEUSA DO AMOR

Textos

O JACARÉ ABRE A BOCA E AGUARDO POR DO DOL
O JACARÉ ABRE A BOCA E AGUARDA O POR DO SOL
Jô Mendonça Alcoforado


          Realmente não há como negar que o por do sol aqui em João Pessoa é lindo! Lindo, como a música que toca e seduz as pessoas, deixando muitas vezes de ser visto. Desviado sua atenção, ficando para trás o seu esplendor de luzes, quando posto em evidencia um personagem que vem vestido de branco, desfilando num barquinho pelas águas do rio e do mar, deslizando seus dedos pelo Saxofone, retirando do instrumento lindas notas numa bela melodia conhecida por muitos como Bolero de Ravel. Um bolero que em seu original feito pelo musico Ravel foi inspirado em notas estudadas e variadas aonde vai crescendo, crescendo com sons de instrumentos sendo incorporados, nos presenteando com uma melodia inesquecível aos bons ouvidos de quem entende, gosta de música e a todos que escutam. Muitas vezes, acompanhado de algum show em especial, reverenciando esse momento em alguns dos bares e restaurante que ficam lotados em finais de semanas. Também são tocadas outras musicas e podemos ouvir a Ave Maria às 18:00 horas mostrando a crença com reverência à natureza. Algo inebriante como o por do sol! Sem comparações de brilhos com tudo que nos apresenta a natureza. O por do sol como o grande Saulo já falou existe todos os dias e pode ser muito apreciado nos belos dias de sol. Quando chove não temos e não vemos esse espetáculo da natureza, mesmo assim tocado sempre naquele local na mesma hora. O que nos faz fantasiar e imaginar quando não vemos, um sol maravilhoso! O Bolero de Ravel musica escolhida ao acaso antigamente, ficou marca registrada. O rapaz que aparece roubando a cena, mais conhecido como o Jurandir do Sax, reconhecido internacionalmente, porque vem gente de toda parte do mundo assistir ao por do sol no local, e ele está no Guiness Book,  como quem mais tocou o Bolero de Ravel ate o momento. Faz sua merchandagem e ganha dinheiro com isso. Se o músico Ravel um homem solitário que era extremamente reservado estivesse vivo estaria muito rico, nem ele mesmo tocou tanto o seu bolero. E se os direitos autorais realmente pagasse aos músicos o que é devido, acho que se sentiriam mais contemplados pelo que fazem com amor e pela sobrevivência. Muitos artistas e músicos não têm um salário digno e apela para as estratégias de sobrevivência ganhando dinheiro com o que sabem fazer e pelas oportunidades que a vida lhes oferece. Veja só, o artista quer ser reconhecido, ganhar dinheiro e viver bem. Usa de sua criatividade, oportunismo e aproveita o momento fazendo o que sabe fazer. Quer aplausos, mesmo que não percebido e quer se dar bem e para isso necessita aparecer. Alguém que quer enfrentar o sol da vida e ter um lugarzinho perto dele. O brilho, o seu vigor, a sua beleza, a sua temperatura quente e terna, todos querem provar, sentir quem acaricia nossa pele, trazendo vida, cor, sentimento e beleza. Roubamos descaradamente sem pedir licença e sem pudor nenhum, um pouco da sua cor, do seu brilho natural para colorirmos nossas vidas. O saxofonista usou a política de trabalho dele e conseguiu fazer acontecer algo que não fosse só ver de graça e a beleza do por do sol. Como é um ponto turístico, creio que deve ter tido o feeling, como tantos outros o tiveram imaginando ganhar dinheiro com algo que todos nos temos o direito de ver. Até os deficientes visuais sentem a sua magia, fantasiam e imaginam o seu sol num dos momentos mais belos que a natureza oferece. Quem roubou a cena vende o que copiou de outro e tentou fazer em seu saxofone ganhando dinheiro, fama e prestígio por estar num dos lugares mais bonitos de João Pessoa e como Saulo Mendonça, falou, ainda não tem a pele do Jacaré, pois ainda consegue sensibilizar, fazer muita gente chorar e sair feliz por ter visto não só o espetáculo do por do sol, como também, algo mágico como num filme ao vivo. A confraternização de vários pensamentos e sentimentos calados que a natureza nos proporciona. O belíssimo por do sol, do lindo mar azul e verde, da terra coberta de plantas e das nossas plantas dos pés coladas em terreno bastante fértil, do céu que olhando ao lado nos mostra a lua compartilhando da beleza sol, do ar que respiramos para sentir a brisa, dos perfumes e da música que inebria as pessoas que estão prestes a virarem jacarés. Abocanham e engolem o por do sol! Todos cobram e rouba da natureza o que ela nos dá de graça! Há algo mais divino que a natureza? Que a criação do universo que nos doa sem cobrar nada toda sua beleza e esplendor?  Quem recebe o ônus disso tudo? A quem pagamos tanto imposto? Ao criador do universo? Será que Deus nos faz pagar aqui ou quem sabe em um outro mundo valores caros que às vezes nem sequer suponhamos que possa ser o nosso preço? Será que a natureza nos dá e nos tira quando deixamos de pensar no criador e na criação? Será que somos completamente felizes por tudo o que a natureza nos presenteia? Onde está a insatisfação do ser humano quando não consegue, ou quando as coisas não são como pensa e ver? O que acontece quando um momento mágico de espetacular por do sol nos alerta para outros pensamentos e reflexões? Por que nos remete a questionamentos de revolta pela invasão do momento que temos de graça por toda a vida e essa beleza passa à segundo plano, comprada, paga. O dinheiro move a vida? Ou a vida move o dinheiro? A política é da beleza ou financeira? Aí vejo a necessidade de virarmos Jacarés da boca bem grande para gritar aos quatro ventos que estamos sendo assaltados e roubados de algo que a natureza faz doação por livre e espontânea vontade e que faz parte natural da Vida! Mas que precisamos de dignidade e respeito pelo ser humano para sermos mais felizes.
JÔ MENDONÇA
Enviado por JÔ MENDONÇA em 23/10/2015

Áudio: PASSATEMPO - Jô Mendonça Alcoforado -

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